Mulheres assumem o comando estratégico da Gazeta

Foto: Da esq. para a dir.: Mafe Bertone (Diretora do Programa Mulheres), Maria Cristina de Paula Abreu (Superintendente da Fundação Cásper Líbero) e Juliana Algañaraz (Superintendente da Gazeta) Crédito: Gabriel Pereira
A Fundação Cásper Líbero, um dos pilares mais tradicionais da comunicação brasileira, atravessa um ciclo de transformação. Em um movimento que une o prestígio da Gazeta à inovação multiplataforma, a instituição rompe com estruturas históricas ao colocar mulheres em cargos de decisão estratégica, curadoria editorial e gestão de negócios.
O cenário ainda impõe desafios à equidade de gênero nos espaços de poder, especialmente no setor de comunicação. Atenta a essa realidade, a Fundação Cásper Líbero vem adotando medidas para ampliar a presença feminina em posições estratégicas.
Atualmente, 29,3% dos cargos de liderança da instituição são ocupados por mulheres, um indicador de avanço e de compromisso com a transformação estrutural. Ao confiar sua estratégia a lideranças como a Superintendente Geral da Fundação Cásper Líbero, Maria Cristina de Paula Abreu, Juliana Algañaraz, atual Superintendente da Gazeta, e Mafe Bertone, diretora do programa “Mulheres”, a Instituição reforça seu papel ativo na desconstrução de padrões históricos de desigualdade. Esse compromisso se reflete também na base de formação, as mulheres representam 30,8% do quadro de estagiários da instituição, evidenciando o investimento contínuo na ampliação de oportunidades e no fortalecimento de trajetórias femininas desde o início da carreira.
O legado encontra a modernidade
À frente da superintendência geral, Maria Cristina de Paula Abreu conduz esse processo a partir de uma perspectiva que combina responsabilidade institucional e leitura sensível do tempo presente. Sua gestão busca equilibrar a preservação do legado histórico da Fundação com a urgência de inovação, pensamento crítico e adaptação aos novos modos de produzir e consumir comunicação.
“Liderar nunca foi, para mim, um exercício de ruptura forçada, mas de construção ao longo da trajetória”, afirma. “Mesmo tendo atravessado contextos machistas, sempre atuei com imparcialidade, atenção aos detalhes e sensibilidade para o coletivo. Ouvir, compreender as individualidades e ponderar diferentes perspectivas são aspectos centrais para decisões mais consistentes, especialmente em momentos de transformação”, explica.
Estratégia e ecossistema multiplataforma
Na Gazeta, a superintendência liderada por Juliana Algañaraz reflete essa mesma lógica. Responsável pelo reposicionamento da marca e pela construção de um ecossistema multiplataforma integrado, Juliana aposta em uma estratégia que entende audiência como relação, e não apenas como métrica.
"Nosso foco está na construção de uma Gazeta que não apenas fala com o público, mas que vive o mesmo tempo que ele. A liderança feminina traz essa sensibilidade de entender que eficiência e conexão caminham juntas", destaca Juliana. "Quando integramos nossas plataformas e abrimos canais de escuta real, transformamos dados em relevância e audiência em comunidade."
O feminino como pauta e linguagem
Essa mudança de liderança também se expressa no conteúdo. O ‘Mulheres’, o programa feminino mais longevo da televisão brasileira, segue como um termômetro das transformações sociais. Sob a direção de Mafe Bertone, a atração ampliou seu campo editorial para discutir autonomia, carreira, identidade, saúde emocional e representatividade, sem perder a conexão afetiva construída ao longo de décadas.
“Estar à frente do ‘Mulheres’ hoje é entender que liderança editorial também é responsabilidade social. Nosso compromisso é construir pautas que dialoguem com a realidade da mulher brasileira, acompanhando as transformações da sociedade e ampliando vozes e perspectivas. A televisão ainda tem um papel importante na formação de pensamento e comportamento, por isso cada escolha de tema passa por escuta, diversidade de opiniões e um olhar atento para representatividade e impacto.”
Um novo olhar sobre a decisão
A transformação conduzida pela Fundação Cásper Líbero parte de uma premissa clara, quem ocupa os espaços de decisão redefine as prioridades e as narrativas. Ao estruturar sua cúpula sob o comando feminino, a instituição não apenas ajusta sua estratégia de mercado, mas envia uma mensagem sobre quem está desenhando o futuro da comunicação no Brasil.
